São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026

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Castlevania: O Retorno Triunfal da Lenda Aclamada aos Videogames

Castlevania: O Retorno Triunfal da Lenda Aclamada aos Videogames

Por Redação •

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Precursora do gênero metroidvania, a franquia Castlevania já representou uma das principais bases criativas para toda uma geração de jogos eletrônicos. Obras de grande sucesso atual, a exemplo de Hollow Knight, Blasphemous e Dead Cells, carregam influências diretas da tradicional caçada do clã Belmont contra o Conde Drácula e suas legiões de criaturas demoníacas.

Após mais de uma década distante dos consoles de mesa com jogos inéditos, a desenvolvedora Konami anunciou o retorno oficial da série por meio de Castlevania: Belmont’s Curse. O novo título promete resgatar o que há de mais marcante na saga, apostando justamente no gênero que consagrou a jornada dos caçadores de vampiros ao longo de décadas.

A trajetória da franquia desde o seu nascimento em 1986 foi marcada por momentos de enorme glória, transições complexas e ausências prolongadas. Nos anos 1990, a Konami entregou títulos emblemáticos como Super Castlevania IV (1991), Castlevania III: Dracula’s Curse (1989) — obra que serviu de inspiração para a aclamada animação da Netflix — e a obra-prima Castlevania: Symphony of the Night (1997), desenvolvida sob a tutela criativa de Koji Igarashi.

Contudo, a transição para as novas gerações de consoles tridimensionais gerou dificuldades para a empresa. Enquanto o pioneiro Castlevania 64 (1999) sofreu com críticas relacionadas a câmeras e controles, os jogos subsequentes para PlayStation 2, como Lament of Innocence (2003) e Curse of Darkness (2005), optaram por afastar a franquia de suas origens metroidvania. Anos mais tarde, o título de luta Castlevania Judgment (2008) e a trilogia Lords of Shadow, liderada por Gabriel Belmont, tentaram manter a relevância da marca por meio de abordagens de ação e hack and slash, antes de a série entrar em um longo hiato nos consoles domésticos.

Em contrapartida, o cenário nos dispositivos portáteis seguiu o caminho oposto. A chamada Era Game Boy Advance e Nintendo DS consolidou pilares inquestionáveis do gênero que mantiveram viva a essência da marca, destacando jogos como:

  • Circle of the Moon (2001): Um marco inicial importante para a plataforma portátil da Nintendo.
  • Aria of Sorrow (2003): Aclamado por sua narrativa inovadora envolvendo reencarnação e sistemas de almas.
  • Dawn of Sorrow (2005): Sequência direta que aprimorou as mecânicas consagradas no GBA para o Nintendo DS.
  • Portrait of Ruin (2006): Aventura focada na cooperação entre múltiplos protagonistas em cenários góticos variados.
  • Order of Ecclesia (2008): Considerado o último capítulo principal nos moldes clássicos antes da longa pausa da franquia.

Mesmo sem lançamentos inéditos de grande porte por anos, a propriedade intelectual permaneceu ativa no imaginário popular através de colaborações em títulos como Dead Cells, V Rising, Dead by Daylight, Vampire Survivors e participações em Super Smash Bros. Ultimate (2018). Paralelamente, o universo expandiu-se com enorme sucesso no streaming por meio da série animada da Netflix (2017-2021) e do derivado Castlevania: Noturno (2023).

As expectativas para o futuro foram renovadas quando a Konami revelou Castlevania: Belmont’s Curse. O desenvolvimento do novo jogo ficou sob a responsabilidade do estúdio Evil Empire, reconhecido pelo trabalho em Dead Cells e pela expansão Return to Castlevania. O projeto é estrelado pela filha de Trevor e Sypha como protagonista e tem lançamento agendado para o dia 15 de outubro de 2026, com versões confirmadas para PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch e computadores (PCs).


Fonte original: Canaltech


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