São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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Mercado global de memórias RAM é dominado por apenas cinco fabricantes

Mercado global de memórias RAM é dominado por apenas cinco fabricantes

Por Redação •

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A concentração de mercado em poucos players é um tema recorrente de debate econômico e tecnológico, especialmente quando se observa o impacto direto sobre o consumidor final. Na indústria de memória RAM, esse cenário é evidente: o segmento é amplamente dominado pela Kingston, que detém mais de 60% de participação, enquanto outras quatro marcas somam quase 80% de toda a fatia do setor, deixando margens restritas para concorrentes menores.

De acordo com um levantamento recente realizado pela empresa de pesquisa de mercado TrendForce, as cinco maiores fabricantes globais de módulos DRAM foram responsáveis por impressionantes 77% de toda a receita gerada pelo segmento no último ano. Com exceção da líder isolada, nenhuma outra marca concorrente sequer atingiu a marca de 10% de participação no mercado global.

No aspecto financeiro, o setor demonstrou um crescimento robusto, movimentando cerca de US$ 21,2 bilhões. O montante representa um salto expressivo de 59% em relação ao período anterior. Esse avanço foi impulsionado tanto pela alta nos preços dos componentes — reflexo direto de uma crise gerada pela escassez de suprimentos — quanto pelo ritmo acelerado de remessas registrado na segunda metade do ano.

A liderança isolada e incontestável pertence à Kingston, que abocanha aproximadamente 62% de participação global de mercado, representando sozinha quase dois terços de todo o faturamento mundial da indústria. As demais empresas que integram o grupo das cinco maiores compartilham a fatia complementar, consolidando uma forte barreira que dificulta a competição de marcas menores em termos de escala e custos de produção.

Analistas apontam que essa expansão e a subsequente alta nos preços das memórias DRAM foram alavancadas por transformações drásticas na cadeia global de suprimentos. A intensa expansão de data centers voltados para inteligência artificial (IA) e computação em nuvem elevou o consumo de componentes a patamares inéditos, o que acabou por restringir a oferta de DRAM destinada a computadores pessoais e eletrônicos de consumo.

Especialistas ressaltam que a alta concentração de mercado nas mãos de poucas empresas — e, sobretudo, o domínio folgado de uma única companhia — pode gerar desequilíbrios na concorrência, uma vez que a líder detém o potencial de ditar preços e regras comerciais. Dinâmicas semelhantes ocorrem em outros setores tecnológicos de peso, como o de placas de vídeo, liderado expressivamente pela NVIDIA, e a indústria de semicondutores, onde a TSMC concentra grande parte da fabricação mundial e enfrenta gargalos diante da demanda atual.


Fonte original: Canaltech


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