São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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Os obstáculos e ideias descartadas que quase comprometeram o sucesso de Homem-Aranha: Um Novo Dia

Os obstáculos e ideias descartadas que quase comprometeram o sucesso de Homem-Aranha: Um Novo Dia

Por Redação

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Enquanto Homem-Aranha: Um Novo Dia continua acumulando recordes impressionantes de bilheteria ao redor do planeta, é difícil mensurar a fase de incertezas que antecedeu essa consagração nas telonas. Antes de alcançar o status de fenômeno, a produção precisou enfrentar uma série de constantes mudanças, impulsionadas principalmente pela necessidade de se distanciar do universo de vilões desenvolvido pela Sony Pictures.

Como lar de produções como Morbius (2022) e da trilogia Venom, a Sony dedicou os últimos anos a construir seu próprio universo compartilhado centrado nos antagonistas clássicos do amigão da vizinhança. Contudo, com exceção da franquia Venom, essas apostas sofreram com duras críticas da imprensa e do público, uma sombra que a equipe criativa do novo longa do Teioso precisou contornar.

Em uma entrevista concedida ao The Bulwark, Chris McKenna — que assina o roteiro de Homem-Aranha: Um Novo Dia em parceria com Erik Sommers — abriu o jogo sobre os bastidores da produção. Ele revelou conceitos e ideias que foram debatidos para a trama, mas que acabaram descartadas justamente para não colidir com personagens e vilões que o estúdio já havia utilizado ou planejava explorar.

Entre as revelações, McKenna destacou que a equipe de roteiristas chegou a cogitar a utilização do personagem Kraven antes de a Sony optar por produzir um filme solo focado no antagonista.

Uma verdadeira explosão de ideias e conflitos criativos

Descrevendo a frustração de ver propostas engavetadas porque os estúdios estavam “comendo o almoço um do outro”, Chris McKenna relembrou que o roteiro de Homem-Aranha: Um Novo Dia enfrentou um processo lento de desenvolvimento justamente devido aos conflitos de narrativas, com executivos aproveitando elementos que a dupla pretendia introduzir na jornada do herói.

Segundo o roteirista, múltiplos caminhos foram testados até que o arco focado na metamorfose fosse finalmente selecionado. O processo até essa definição levou cerca de um ano e meio, compreendendo a apresentação inicial do conceito, alterações drásticas no meio do percurso e o retorno ao planejamento original.

Apesar de não aprofundar os detalhes sobre a narrativa alternativa que quase foi adaptada, McKenna garantiu que manter o foco no projeto da metamorfose representou a decisão correta para a qualidade da obra.

O roteirista também compartilhou curiosidades sobre outras vertentes consideradas durante a fase de concepção do enredo de Um Novo Dia, tais como:

  • A possibilidade de o ator Tom Holland utilizar seu sotaque britânico real para moldar uma identidade inédita para Peter Parker.
  • A ideia de transformar o herói em vizinho do vilão Bumerangue após ser despejado de seu apartamento.

Apesar de todos os percalços, alterações de rota e divergências de interesses entre os envolvidos, os roteiristas de Homem-Aranha: Um Novo Dia conseguiram alinhar as expectativas com os estúdios. O resultado dessa intensa fase de planejamento transformou-se no que hoje é o filme mais lucrativo de 2026 até o momento.

Atualmente, Homem-Aranha: Um Novo Dia segue em cartaz nos cinemas brasileiros, convidando o público a conferir o resultado dessa jornada nas telonas. E para os fãs que acompanham cada passo do herói, fica o questionamento: já imaginou um filme do Homem-Aranha sem Tom Holland? O próprio astro já sugeriu recentemente que está preparado para dizer adeus ao papel.


Fonte original: canaltech.com.br


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